Desde os primórdios de nosssa existência (acho que já usei esta sentença antes...), lembramos de nossos pais nos enchendo os ouvidos para estudar. Eram aquelas horas mais impróprias: você estava no meio de choques entre carrinhos simulando um acidente com o "Chip's" logo atrás para fazer uma investigação de trânsito (ehhh, década de 80); era no meio daquele jogo de banco imobiliário onde você, seguindo as regras ou não, já estava rico e vendo a cara de desespero de seus amigos e irmãos mais novos. Enfim, lá estava sua mãe ou o seu pai com os cadernos e livros na mão, cara de poucos amigos, esperando que você finalizasse a tarefa do dia.
Ai crescemos mais um pouco e vemos, de novo, nossos pais em uma insistência heróica:
- Já leu o livro que a professora mandou? Olha que a prova é daqui a 20 dias! Como se a gente não conseguisse ler o livro faltando uma semana para a prova ou mesmo na noite anterior a dita cuja (mentira, a gente não ia conseguir ler nem se a prova fosse daqui a 2 meses).
De tanto eles insistirem, chega um momento que um dos livros da professora, as revistinhas, o livro que sua tia te emprestou; tudo começa a ter sentido e ser mais divertido. Pronto! Mais um leitor neste mundo e mais uma esperança de gente que pensa ante a tantos que trocam os atos de crescimento verdadeiro por novelas e reality shows de quinta categoria.
Seguindo a tradição, nossos pais - Augusto e Rosa - resolveram "pôr" seus filhos para estudar de novo. Nos encheram com literaturas variadas. O objetivo, claro, é nos aperfeiçoar na missão daqueles que vão estar com os cadernos e livros na mão para fazer um menininho Nat estudar...
Beijão
A.



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