sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Os finalmentes...

Então estamos chegando à 40ª semana! Na quarta-feira fomos nós dois, futuros pais, felizes à última UltraSonografia do Nathan e, para nossa surpresa, ele estava com 3,9Kg! O leitor dirá : -É, mas o exame tem uma margem de erro que pode ser para mais! E eu digo: - Mas pode ser pra menos também – e nesse caso ele pode ter mais de 4Kg, já pensou?!

Bem, fato é que com o resultado do exame em mãos, fizemos a seguinte e simples conta: No exame anterior, em 27/01, o Nathan estava com 2,7Kg e agora, em 26/02 com 3,9Kg. Em 4 semanas ele ganhou cerca de 1,2Kg, o que dá 0,3Kg por semana! Continuando o raciocínio: Caramba, ele está muito grande e ainda temos potenciais duas semanas para esperar até ele nascer por conta própria (O limite é de 42 semanas)! Se ele continuar crescendo nesse ritmo, e usar todo o tempo que ele tem ‘direito’ de ficar na barriga ele terá quase 5Kg ao nascer!

Após a conclusão acima, confesso que a minha convicção de ter na memória o acontecimento daquela cena clichê da bolsa arrebentando e correndo pro hospital pra ter um lindo bebê (que mesmo com todos os recursos disponíveis) nasceu como manda a natureza, começou a parecer meio besta. Mas daí pensei: Ok, amanhã é a consulta com a Gineco e ela vai me dizer o que devo fazer!

Na 5ª fomos à gineco. Examina pra lá e pra cá e o que ela tinha pra me dizer era que tá tudo normal, não há o menor sinal de início de trabalho de parto e o Nathan tá grande! Pensei comigo: Dãã! Isso eu já sabia! Continuando a conversa, ela disse que poderíamos marcar cesárea ou que se eu quisesse esperar mais um pouco pra ver se dá pra ser parto normal, sem problemas também!Como podem ver, não ajudou muito! Mas respirei fundo, refiz as contas que estão aí pra cima e disse: Então vamos marcar a cesárea!

Confesso que essa foi uma decisão bem desconfortável e que mesmo depois de chegar em casa ainda sentia uma coisa estranha. Depois de pensar sobre o que está acontecendo e das grandes mudanças que virão a partir da semana que vem, concluí que afinal essa foi a primeira vez que tive que tomar uma decisão sobre uma vida que não é a minha, mas que estará, pelos próximos anos, sob minha responsabilidade e que, inevitavelmente, isso ainda acontecerá muitas outras vezes!

A partir daí, decidi que o melhor que tenho a fazer para esperar a chegada do meu filhote é checar se em casa está tudo certo para não precisarmos fazer compras pelos próximos dias; se todos apetrechos para o Nathan estão à mão e devidamente limpos, esterilizados e organizados; deixar uma comidinha leve pronta na geladeira para a volta do hospital; avisar a empregada; tirar umas últimas fotos para recordação e outras coisas que eu puder lembrar e que comporão mais uma das minhas inúmeras listinhas...É, muitas coisas estão prestes a mudar, outras não... Acho que a próxima postagem já contará com uma fotinha do nosso pequeno...

domingo, 15 de fevereiro de 2009

10 razões para ligar para o pediatra... já!


Mamãe, papai, tios(as), vovôs(ós);

Hoje, 14 de outubro de 2008, ainda estamos na 20ª semana. Ainda assim, como uma máquina do tempo, este post vai aparecer no dia 15 de fevereiro de 2009. O Nathan já deve estar para nascer. Assim, fica um interessante artigo para todos lerem. Nesta época é provável que todos vocês estejam com o telefone do pediatra do nosso bebê.


Beijão a todos
10 razões para ligar para o pediatra... já!
(Pesquisado a partir do periódico Pais e Filhos - outubro de 2008)

por Por ROSEMARY BLACK, da Parents. Tradução de Juliana Delleva Cadiz, Mãe de Olivia.

Seu filho está mal a ponto de justificar uma ligação de madrugada? A gente defende que tem de ligar sempre. Só o pediatra pode dizer se é sério ou não
Uma noite, minha filha Madeline, de 4 anos, fez xixi cor-de-rosa. Lembrei na hora de um artigo sobre problemas renais graves, entrei em pânico e liguei para a pediatra. Para meu alívio, ela retornou minha ligação e perguntou se minha filha havia bebido algum líquido vermelho nas últimas horas. Bingo! Minha filha tinha tomado várias caixinhas de suco de frutas vermelhas. Apesar de ter ficado tranqüila, tive vergonha – mas a pediatra deve ter dado muita risada.

Decidir quando um mal-estar justifica ligar para o médico de madrugada pode ser complicado. Você não quer parecer hipocondríaco, mas também não pode bobear. Se estiver preocupado, o melhor é ligar e pronto. Sempre. Não precisa nem pensar duas vezes. A idéia não é tentar resolver o problema pelo telefone, claro. Em uma emergência, seu filho vai precisar ser visto pelo médico e, se não for possível, o pediatra deve encaminhá-lo a um pronto-socorro e pedir ao colega de plantão que depois fale com ele.

1. Febre em recém-nascido
Se seu bebê tem menos de 2 meses e o termômetro acusa 38°C ou acima disso, ele pode estar mais doente do que parece. Mas há uma exceção: é comum a criança ter febre baixa até 36 horas após tomar alguma vacina. Recém-nascidos podem desenvolver rapidamente uma grave infecção bacteriana sem apresentar sintomas óbvios, porque seu sistema imunológico ainda é imaturo, diz a pediatra Sue Hubbard, de Dallas. A gente pode achar que não passa de um simples resfriado, só que resfriados normalmente não causam febre nessa idade... Se você ligar dizendo que seu recém-nascido está com febre, um bom médico vai querer ver a criança o mais rapidamente possível. Caso a emergência aconteça altas horas da noite, ele provavelmente pedirá que você leve a criança ao pronto-socorro. Agora, se a criança está com febre durante o dia, ligue logo. Não espere a madrugada para isso.

2. Tosse persistente
Quando a criança começa a tossir sem parar ou fica ofegante, pode ser um ataque de asma. “Uma doença viral pode causar sintomas asmáticos“, diz a doutora Mary Ellen Renna, pediatra em Woodbury, Nova York. Claro que, se o médico já diagnosticou seu filho como asmático, você deve ter um inalador ou vaporizador em casa, básico. Caso você já tenha medicado a criança e, mesmo assim, a tosse não parar dentro de 20 a 30 minutos, é preciso ligar para o médico. Se seu filho acordar com uma tosse que parece algo como uma foca latindo, pode ser broncoespasmo ou tosse aguda (tipo "laringite"). Ligue o chuveiro quente, para fazer vapor. Se ela continuar a tossir, ar fresco pode ajudar. Se não melhorar, procure o médico. Mas você deve ligar para o médico já se seu filho mostrar dificuldade para respirar. Costelas repuxando a cada respiração e grunhidos ao tentar tomar o ar são sinais de angústia respiratória. Se a criança começa a ficar azul, não precisa nem dizer: chame a ambulância.

3. Erupção cutânea com pontinhos vermelhos e febre
Se seu filho está com uma irritação com pontinhos vermelhos, e se também tiver febre, pode ser sinal de uma séria infecção bacteriana, como meningite. Esses pontos, chamados petéquias, permanecem vermelhos mesmo quando você pressiona a pele para baixo. Outras erupções tendem a tornar-se pálidas por um momento quando você empurra pra baixo e, depois, voltam à cor anterior. Uma criança também pode ter petéquias mesmo sem ter febre, depois de episódios intensos de tosse e vômitos ou mesmo se fizer força ao evacuar. Nesses casos, as irritações são causadas por vasos capilares rompidos. Você deve ligar para o médico logo pela manhã.

4. Vômito Persistente
Se seu filho continua vomitando, mesmo quando não há mais nada no estômago, pode ser sintoma de males que vão de uma intoxicação alimentar até anomalias congênitas no aparelho digestivo. Ligue imediatamente para o médico se houver sangue no vômito ou se a criança parece desorientada. Outra situação de emergência é o bebê vomitar em jato, com coloração amarelo-esverdeado, o que pode ser um sintoma de estenose hipertrófica do piloro, uma anomalia congênita que requer cirurgia.

5. Dificuldade de se mover
Se a criança tem uma febre repentina e não consegue ficar numa perna só, pode estar com uma infecção grave no joelho ou em uma junta do quadril. “O paciente tem de ser avaliado rapidamente, porque o contágio pode destruir a junta", diz o pediatra Lewis Krata, do Saint Vincent’s Catholic Medical Center, em Nova York. Se seu filho não consegue mover o pulso, a perna ou o ombro, pode ser caso de fratura. Ligue para o médico e vá ao pronto-socorro fazer raio-X. Caso a criança tenha menos de 2 anos, leve-a ao médico na hora.

6. Galo na cabeça
Se seu filho bater a cabeça e ficar inconsciente, chame uma ambulância. Com
o socorro a caminho, ligue para o pediatra. A dúvida vem quando a criança cai e não desmaia, embora chore bastante. Se ela vomitar mais de uma vez, parecer sonolenta ou desorientada, e caso você note um líquido claro saindo de seu nariz ou orelha, telefone para o médico na hora. Você deve examinar a cabeça do seu filho: embora um calombo grande na testa possa assustar, é mais grave se ele bater a lateral da cabeça. Se notar alguma irregularidade no crânio, pode ser sinal de fratura.

7. Fezes estranhas
Se o cocô do seu bebê apresentar coloração e consistência parecida com geléia de uva ou groselha, pode ser sintoma de um problema conhecido como intussuscepção, em que o intestino do bebê sofre uma torção e fica obstruído. Já diarréia com sangue pode ser sinal de intoxicação alimentar ou gastrenterite bacteriana. O pediatra pede exames para identificar a bactéria responsável ou a presença de parasitas.

8. Pálpebras inchadas
É comum que o olho da criança inche caso seja mordida por inseto ou entre em contato com urtiga, mas, se seu filho tiver febre, ele pode ter celulite orbital, uma infecção grave dos seios da face que se estende para a parte do crânio na qual o olho repousa. O olho é empurrado para frente, paralisando os músculos oculares e impedindo a movimentação. A criança precisa ser atendida com urgência e internada.

9. Dor abdominal por mais de duas horas
Se a dor piora quando seu filho pula ou quando se move na cama, pode ser apendicite, que faz com que o tecido da barriga da criança fique inflamado. Muitas vezes, a dor omeça ao redor do umbigo e se estende até o lado inferior direito.

10. Dor de cotovelo
Sabe aquela situação em que você puxa a criança para um lado e ela vai para o outro? Isso pode fazer com que o rádio (um dos ossos do antebraço) se desloque. O braço fica pendurado, e a criança, óbvio, recusa-se a movê-lo. O problema, conhecido como “cotovelo de babá”, por ser mais comum nos menorzinhos, pode ocorrer em crianças de até 6 anos. É essencial ligar para o médico antes de o cotovelo inchar, para que ele possa colocar o cotovelo no lugar.






Quando dá para esperar amanhecer

Nas situações abaixo você pode deixar o seu pediatra dormir e ligar no dia seguinte

– Febre em crianças de 3 anos ou mais
Febre não é doença, mas sintoma – e não, não causa danos ao cérebro. Em tese, seria possível esperar, mas a gente repete: se você ficar preocupado, ligue assim mesmo. E não deixe de ligar imediatamente se seu filho estiver letárgico e não der nem mesmo um sorriso.

– Um pouco de sangue nas fezes
Se seu filho esteve constipado, ele pode ter tido uma pequena fissura anal que causou o sangramento. Isso também é comum em bebês que começaram a ingerir comidas sólidas.

– Olhos remelentos
Conjuntivite é particularmente comum quando a criança tem um resfriado. “Marque uma consulta para o dia seguinte”, diz o doutor Brown. Crianças menores de 2 anos podem também apresentar remelas nos olhos ao ter uma infecção de ouvido.

– Uma irritação que coça
Poderia ser urticária (parece com uma mordida de mosquito mais levantada, com manchas vermelhas redondas em torno dela), eczema (pele vermelha e escamosa) ou dermatite de contato (bolhas vermelhas).

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Meias e mais meias: jeito Sarah Jessica Parker da vovó Rose Marie

Estava a pensar sobre alguns presentes, ou melhor, uma sequência de presentes que o Nat ganhou e um destes me intrigou ante a uma âmbito de possibilidade de tese de psicologia. Quando vi o pequeno possuia cerca de 15 pares de meias advindos da mesma fonte. Pensei (não encarem como inveja, por favor): "nem eu tenho tanta meia e meu pé não vai crescer mais"!!! Aí resolvi realizar uma pesquisa de campo para desvendar o que se passa na mente de vovó Rose Marie para presentear seu primeiro neto com tanta meia. Descobri uma certa obcessão por sapatos - aquela coisa meio Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker em Sex in the city)- que foi transferida para o menino. Bom, tá ai a coleção de meinhas do Nathan. Bonitinho, não.

Valeu vovó!!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Canções de ninar: a corujinha

A gente estuda pra vestibular, passa. Provas e mais provas... estuda, estuda... namoro começa e termina a gente ri e chora em momentos que permanecerão para sempre...

- Por favor, DEUS, me arruma um estágio...

Estágio, bolsa, somos o máximo. Trabalha, estuda, trabalha, estuda... bóra estagiário... alimente os macacos que foram treinados para ir a lua e não toque em nada...

Distribui currículo, tenta outro estágio, faz prova pra mestrado... passei? Será? E se não... E se sim...

Trabalho, salário... mundo adulto pleno. Compra casa, compra carro, sou responsável; o que fiz, o que deixei de fazer. Fiz muito em minha existência; joguei minha vida fora... Alegria, vastidão ou crises. Somos o produto de tudo isso.

Ai vem o momento sublime de nossa existência: nosso filho. Como vou contar pra ele sobre tudo isso que a gente passou? Como conduzi-lo ao nosso existencial social e ao mesmo tempo mostrar que tudo isso é importante mas não é o mais "importante". Que ele é um exemplo claro do que é um motivo a felicidade como conceito e não mero momento.

Mudando um pouco o rumo da prosa. Ultimamente a gente ouve músicas e mais músicas buscando os primeiros repertórios para o Nathan. Pra sorte ou para o azar dele quem escolhe esta lista serão os pais dele. Pra falar a verdade, o que nos tem encantado é o que nós ouvimos quando éramos crianças-verdade, puxamos sardinha para o nosso lado- aí vem: arca de Noé, os saltibancos, plunct, plact, zoom; etc e tal.

De certa forma, confesso que ao ouvir estas músicas, depois de décadas é muito emocionante e nos traz sentimentos muito bons. A gente sente uma contração diferente no peito. Tem um embargo que nos flagramos, olhando para os lados pra manter nossa fama de "fortes".


Segue um vídeo que achamos no you tube (grande instrumental pra gente recordar nossos momentos). Gosto de pensar em uma das musiquinhas que vamos cantar para ninar o Nathan antes dele se entregar aos "braços de Morpheu".

Bração a todos...